Política

TCE/PE: Ranilson Ramos, presidente que encerra mandato em dezembro, recebe homenagens em última sessão do ano da Côrte

“Não foi surpresa para mim sua gestão muito exitosa e que orgulha toda a Casa”, disse o conselheiro e ex-presidente do TCE/PE, Marcos Loreto, um dos a prestar homenagem a Ranilson.

A última sessão do Pleno do Tribunal de Contas de 2023, antes do recesso de fim de ano, realizada na  quarta-feira (13), foi marcada por diversas homenagens ao presidente Ranilson Ramos, que encerra seu mandato no próximo dia 31 de dezembro.

Inicialmente, o conselheiro Carlos Neves, que realizou o discurso de saudação durante a posse de Ranilson em 2022, reafirmou algumas palavras ditas naquele momento, ressaltando que “o sertanejo é, antes de tudo, um forte”, famosa frase do escritor Euclides da Cunha em seu livro “Os Sertões”.

“Depois de dois anos é possível afirmar que essa força do sertanejo se apresentou de diversas formas. Através da força do trabalho, implementando coisas novas no Tribunal, com dedicação a políticas públicas, como o fim dos lixões e tendo a Primeira Infância como algo relevante”, comentou.

Em seguida, o conselheiro Rodrigo Novaes destacou a admiração de longa data que nutre pelo conselheiro Ranilson Ramos, lhe definindo como alguém de “firmeza e simplicidade”. Já o conselheiro Eduardo Porto classificou Ranilson como uma “imagem de sabedoria”, ressaltando a honra de atuar ao lado do atual gestor do TCE.

Por sua vez, o conselheiro Marcos Loreto ratificou as palavras dos conselheiros, destacando que 2023 foi um ano de desafios com “chegadas e partidas”, com as saídas do conselheiro Carlos Porto e da conselheira Teresa Duere, e a chegada dos conselheiros Eduardo Porto e Rodrigo Novaes, respectivamente. “Não foi surpresa para mim sua gestão muito exitosa e que orgulha toda a Casa”, disse.

O conselheiro Dirceu Rodolfo, que antecedeu Ranilson na presidência do TCE, destacou os desafios enfrentados pelo atual gestor, principalmente por ter administrado o Tribunal no “pós-covid”, sendo um momento de “abertura da Casa”. Para Dirceu, com atitude, temperamento ponderado e maturidade, Ranilson conseguiu unir a casa de forma isonômica.

“Durante estes dois anos aprendi mais do que os dois anos quando fui presidente”, disse Dirceu.

O conselheiro Valdecir Pascoal, futuro presidente do Tribunal para o biênio 2024-2025, assim como o conselheiro Carlos Neves, destacou o livro Os Sertões, fazendo um paralelo entre a trajetória de Ranilson e as partes do livro, A Terra, A Luta e O Homem. Sendo a terra, os municípios de Orocó, onde nasceu, e Petrolina, onde teve sua trajetória política. A Luta, que marca desde sua formação em economia na Universidade Federal de Pernambuco até as experiências como gestor que culminou com a presidência do TCE. Já o homem “justo e humano”, sendo marcado como alguém de família, apegado aos seus pais, filhos e netos.

“Como presidente do TCE, tem como marca o olhar da sensibilidade, da defesa institucional e da política pública como transformadora da vida do cidadão.  Conseguiu atingir marcas inesquecíveis na Primeira Infância, Resíduos Sólidos, Transporte Escolar e como líder em momentos difíceis, sempre de forma ponderada”, comentou Pascoal.

Ainda na sessão, Ranilson foi homenageado pelos advogados presentes e pelo procurador-geral do Ministério Público de Contas, Gustavo Massa, que ressaltou as marcas deixadas pelo presidente, com destaque para o olhar de isonomia e lealdade para com o MPC.

AVANÇOS

Em sua fala, o presidente Ranilson agradeceu as homenagens, e o apoio que teve dentro da Casa. “Hoje sei perfeitamente o caminho que já mirei para o horizonte, mas ainda tenho muito que aprender com a convivência diária com todos vocês”, comentou.

De acordo com Ranilson, o grande avanço foram as políticas públicas que fizeram com que o Tribunal de Contas mudasse a vida do cidadão. Neste ponto, o conselheiro destacou ações importantes como a Primeira Infância, carro chefe da gestão, combate aos lixões, transporte escolar, com destaque para a efetividade dos Termos de Ajuste de Gestão.

“Assinamos TAG com 180 municípios, descobrimos assim a efetividade do TAG através do entendimento sem punição”, comentou. (COM GERÊNCIA DE JORNALISMO)

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Cinara Marques

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