Política

Deputado questiona “jogo de empurra” na BR-232 e cobra soluções

Apesar de não ser propriamente de competência estadual, a rodovia BR-232 é “íntima” do estado, por percorrer de leste a oeste, do litoral ao Agreste e Sertão pernambucano, conectando 24 cidades.

A via possui 552 km de extensão e serve de rota para transporte de cargas, entre Recife e os estados do Piauí, Maranhão, Tocantins e oeste da Bahia. Recentemente, a cantora Cristina Amaral perdeu duas irmãs quando o carro em que estavam caiu num buraco cheio de água, às margens da estrada. Outros três familiares que estavam no veículo ficaram feridos.

Não bastasse essa tragédia, um outro carro caiu, na madrugada desta sexta-feira (26), na mesma vala da BR-232, no bairro do Curado, Zona Oeste do Recife.

Para o deputado estadual Romero Albuquerque, “ é inaceitável que uma estrada de tanto destaque apresente péssimas condições de trafegabilidade, ao ponto de ocasionar várias mortes e acidentes. E nesse ‘jogo de empurra’ entre governo estadual, federal e construtoras quem perde, claro, é a população, submetida a se arriscar sempre que precisa acessar a BR.”

O deputado completa: “Acidentes na 232 são comuns. A rodovia, há anos apresentando vários problemas estruturais, foi assumida pelo governo de Pernambuco para duplicá-la e geri-la até 2027, mas continua sendo exemplo de descaso e irresponsabilidade, sem iluminação adequada, canteiros abaixo do nível da pista, acabamentos precários.

Com um orçamento maior que o anunciado e um prazo já estendido, ainda não deu para fazer esses ajustes básicos?” Diante do prazo para conclusão do alargamento da via estabelecido para abril deste ano, o deputado disse estar ansioso para conferir o final das obras.

A BR-232 é uma via de extrema importância para o estado, tanto por ser fundamental na distribuição da produção local e no abastecimento, como também por levar a diversos destinos turísticos, a exemplo das cidades de Gravatá, Caruaru, Pesqueira, Arcoverde, Salgueiro e outras. Prefeitos dessas cidades já deram diversos depoimentos se queixando da rodovia.

“A via é de competência federal, mas o governo assumiu as obras, afinal, de quem é o principal interesse que ela esteja em excelentes condições? Quem se comprometeu a gerir e contornar a situação de descaso? Onde estão as correções assumidas pelo Departamento de Estradas de Pernambuco, o DER-PE? A quem interessa o crescimento da produção e do turismo no estado? Até quando a população terá que esperar para que possa exercer, com segurança, seu direito de ir e vir?”, questionou Albuquerque.

As obras de alargamento da BR-232, na saída do Recife para o interior, na Zona Oeste da capital, pesaram ainda mais no orçamento: custarão mais R$ 58 milhões para serem concluídas. Esse recursos são aditivos do contrato da triplicação dos sete quilômetros da rodovia para a implantação de infraestrutura para ônibus, ciclistas e pedestres, além de outras intervenções.

“Está parecendo aquilo de expectativa x realidade que vivem postando na internet. Expectativa: inclusão de baias de ônibus, alterações no projeto de terraplenagem, drenagem, pavimentação, sinalização , iluminação pública, passarela para pedestre em frente ao Pelópidas Silveira, uma grelha sob o viaduto do Metrorec, conservação e manutenção adequada. Realidade: mortes e acidentes”, lastimou Romero.

 

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Cinara Marques

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