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Dia Nacional da Saúde e Nutrição: lanche coletivo nas escolas estimula alimentação

Abordar o tema alimentação saudável com as crianças nem sempre é uma tarefa fácil, mas a data que celebramos neste domingo (dia 31) – o Dia Nacional da Saúde e Nutrição – é um marco para lembrar e incentivar a prática diária de fazer boas refeições.

“Essa conscientização precisa começar na infância. Todas as vivências e experiências sensoriais e alimentares que as crianças têm no início da vida vão refletir na aceitação alimentar até a fase adulta. Muito do comportamento do adulto vem desses primeiros contatos com os alimentos”, explica a nutricionista do Colégio CBV, Laís Thorpe.

Para elevar o interesse das crianças por uma alimentação saudável, a rotina do lanche coletivo nas escolas é uma importante aliada para os pais.

foto divulgação

“O lanche coletivo na escola vem para ajudar nessa manutenção da alimentação saudável da criança”, diz Laís. Segundo ela, também é uma excelente opção para driblar a falta de tempo dos pais.

“Em casa, muitas vezes não sobra tempo para prepararem um lanche mais adequado e as crianças acabam consumindo alimentos de baixo valor nutricional. O grande problema é que esses alimentos passam a ser consumidos com maior frequência, e não apenas nos finais de semana, podendo se tornar um hábito alimentar bastante prejudicial ao longo do tempo”, afirma a nutricionista.

Para as crianças que participam de lanche coletivo e são de famílias com hábitos saudáveis, a tendência é que haja uma continuidade da conscientização durante o período escolar. “Já as crianças que têm mais dificuldades alimentares, as atividades vivenciadas em grupo, com o incentivo da professora, dos amiguinhos e da nutricionista na escola, fazem com que a criança se sinta mais motivada e tenha experiências positivas associadas à alimentação saudável”, explica Laís Thorpe.

Essa participação de uma alimentação em grupo ajuda a criar experiências agradáveis para a criança. “Todas as vivências positivas vão criar uma memória afetiva na criança. Isso a longo prazo pode ajudar ela a experimentar novos alimentos ou até comer aqueles que ela havia se recusado anteriormente”, salienta a nutricionista do Colégio CBV.

“A nutrição é importante em todos os ciclos da vida, mas na infância garante o crescimento e o desenvolvimento da criança, bem como a formação do paladar. E a conscientização dos pais é essencial, já que eles são os responsáveis pela alimentação dos filhos”, comenta Laís.

Mas o lanche coletivo não é a única alternativa para a criança ser mais estimulada a se alimentar de forma saudável. A lancheira que já vem pronta com o lanche de casa também deve priorizar opções que façam bem à saúde infantil. Laís Thorpe recomenda a escolha de um item de cada grupo alimentar: uma fruta, um carboidrato, uma proteína e um líquido.

As frutas podem ser inteiras ou cortadinhas dentro de potes hermeticamente fechados. Entre as proteínas, estão itens como queijo, iogurte, ovo mexido ou cozido, ovo de codorna, carne moída e frango desfiado.

“A proteína é importante para o crescimento da criança. Já na lista dos líquidos, é indicado levar água, água de coco ou suco natural da fruta, sem adição de açúcar”, cita.

Na lista dos carboidratos, a nutricionista sugere pães integrais, bolos caseiros, tapioca e alimentos regionais.

“O carboidrato é importante para repor a energia necessária para as atividades diárias. Os alimentos regionais, como inhame, macaxeira, batata doce e cuscuz também podem ser incluídos nas lancheiras térmicas, seja em preparações diferentes ou da mesma forma que a criança é acostumada a comer em casa”, recomenda a nutricionista do Colégio CBV.

Entre os alimentos que não devem fazer parte da lancheira das crianças estão: bebidas artificiais com adição de açúcares e conservantes (sucos de caixinha, suco em pó); bebidas lácteas com muita concentração de açúcar (achocolatado e leite fermentado); refrigerantes; salgadinhos de pacote; biscoitos recheados ou waffer; bolinhos industrializados vendidos em embalagens individuais. Também deve-se evitar o consumo de doces, balas, bombons, pirulitos, jujubas e chicletes, por exemplo.

Vale ainda lembrar que, na hora do aprendizado, a alimentação pode ajudar ou atrapalhar o raciocínio, o foco e a concentração, sem falar no papel fundamental para o fornecimento de energia, seja para brincadeiras ou práticas esportivas.

“Uma criança que não está bem alimentada, mal nutrida, ela pode ter deficiência no aprendizado. E como a criança geralmente está em movimento, é super importante atender bem essa demanda nutricional aumentada com o gasto energético. Outro ponto importante é a proteção da criança contra viroses, doenças contagiosas em geral”, finaliza Laís Thorpe. (com assessoria de comunicação)

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Cinara Marques

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